Não tenha medo de entrar em lojas de “marca”

Eu estava conversando com minha querida amiga Érika Pessoa do IG @pessoacomunica e estávamos refletindo como as vezes temos preconceito de entrar em determinadas lojas de “marca” seja em shopping ou em outro lugar.

Por muito tempo eu não entrava em determinadas lojas nem para perguntar o preço, mesmo se eu gostasse muito de algo que vi na vitrine por exemplo.

Na minha cabeça eu acreditava que não conseguiria comprar algo ali, ou mesmo inconscientemente que aquelas lojas não eram pra mim.

Eu pensava: Imagina se eu uma garota humilde que tem um salário suado, vai conseguir comprar uma roupa numa loja chique dessas?

Foto: Reprodução Internet

E na verdade, eu acabava comprando roupas muito mais caras nas lojas de bairro perto da minha casa, por simples medo de entrar na loja de “marca” toda bonita do shopping que eu julgava não ser para mim.

Conversando com a Érika ela me disse que já agiu desta mesma forma. Hoje não somos mais assim, mas acredito que existem muitas pessoas que ainda deixam de frequentar uma loja ou mesmo um lugar por acreditar que aquilo não é para ela, por simples preconceito.

Muitas vezes as lojas de “marca” tem várias promoções, tem ponta de estoque que são bem acessíveis. Ou têm outlets dessas lojas onde é possível encontrar coleções anteriores bem mais baratas.

Aqui na região temos dois Outlets bem legais, um é o BH Outlet Plus que fica na BR 356 próximo ao BH Shopping e o outro é o Só Marcas Outlet e fica em Contagem. Ambos tem várias marcas muito boas com preços bem acessíveis.

O que é importante é não termos preconceito ou vergonha de frequentar nenhum lugar por acharmos não sermos capazes ou merecedores daquilo.

Hoje em dia faço assim: Se gostei de determinado produto, olho o preço e vejo se tenho condições ou se quero  comprar, caso eu não queira ou não ache que não vale a pena comprar, agradeço e vou embora, simples assim.

Temos que encarar nossos medos e termos a consciência que merecemos o que há de melhor, seja em lojas de marca, seja num brechó, bazar ou feira.

E vocês são assim ou conhecem alguém assim? Me contem, amo conversar com vocês.

Bjos.

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Série 13 Reasons Why – Não seja o porque de alguém

Olá pessoal!!! O post de hoje é uma reflexão que fiz após assistir a série da Netflix Thirteen Reasons Why, traduzindo Os treze porquês. Acho muito importante discutirmos assuntos como esses pois fazem parte do dia-a-dia de todos e muitas vezes deixamos pra lá, porque nos intitulamos pessoas muito ocupadas.

Imagem: Reprodução Internet

A série é baseada em um livro, de mesmo nome, e gira em torno do fato de Hannah Backer (Katherine Langford) ter tirado a própria vida. Os fatos começam a se desenvolver quando Clay Jensen (Dylan Minnette), um garoto que gostava da Hannah e que se relacionou, recebe em sua porta uma caixa com fitas k7s, numeradas com a ordem em que devem ser ouvidas. Ao tocar a primeira fita, Clay descobre que só receberiam as fitas quem de alguma forma fez parte ou era motivo para que Hannah cometesse o suicídio. E assim a história vai se desenrolando, Clay vai descobrindo fita após fita, as situações que Hannah foi passando, os bullyings que ela foi sofrendo, e os motivos que a fizeram tirar a própria vida.

Assim a série consegue quebrar a visão diminutiva que muitos têm sobre o bullying, sobre os atos aparentemente inofensíveis e o caminho que a falta de uma punição pode levar. E é sobre isso que passei a refletir quando terminei de ver a série.

Que às vezes pequenos atos que as pessoas vão cometendo contra nós, que para elas são coisas simples, podem mudar de forma drástica e até trágica a nossa vida. Temos que ter em mente que cada pessoa tem seu jeito, sua vida, seu modo de ser e foi criada de uma forma, não devemos julgá-las por isso.

No caso da Hannah um boato que pra muitos poderia ser só um boato, começou a desencadear sentimentos desconhecidos por ela e tantos problemas que a fariam futuramente querer tirar a própria vida. E se refletirmos todos nós já passamos por alguma situação de bullying que nos trouxe profunda tristeza e que mudou nossa forma de ver algo. Mas que por sorte nossa ou por sermos mais fortes ou mesmo mais confiantes em Deus não nos deixamos abalar por aquela atitude daquela pessoa.

Imagem: Reprodução Internet

A Hannah implorava para que alguém a enxergasse e desse a ela um motivo para ela não se matar, para ela ver que a vida dela podia ir mais além do que o ensino médio que ela cursava. A mensagem que ela deixa é para que as pessoas mudem e não façam isso umas com as outras, que enxerguem o outro como pessoa e que cada um tem sua verdade, seu jeito, sua vida e não podemos julgá-las por isso. E para principalmente nos colocarmos no lugar do outro antes de qualquer julgamento. A nossa verdade não é a verdade absoluta, temos que olhar mais para as pessoas, enxergá-las, entende?

E sério, quem nunca sofreu alguma coisa desse jeito? Eu já passei por isso, sempre mudei muito de escola, pois meus pais mudavam de bairro sempre e cada ano eu estava numa escola diferente. E assim não tinha amigos na escola, todo ano eu estava numa escola nova e os grupinhos já estavam formados. Assim sempre fui taxada de diferente, de esquisita, de sozinha, mas porque aquelas pessoas ao invés de me criticarem não me acolhiam? Passei muito tempo dando muita importância ao que as pessoas pensavam sobre mim, justamente por isso, por ter sido julgada desde cedo na escola. Deixava que minha felicidade dependesse de ser aceita pelas pessoas. E no fundo talvez eu carregue isso comigo pra sempre.

Não vamos ser o porque de alguém, vamos entender o próximo e ajudá-lo. Estamos precisando de parar de olhar só para os nossos problemas e enxergar mais o outro.

Já vi em algumas campanhas contra o suicídio as pessoas dizerem “saiba que estou aqui” “saiba que pode contar comigo” mas será que estamos aqui mesmo? Será que uma pessoa que acredita não ter mais saída pra vida dela tem mesmo alguém com quem contar? Vivemos num mundo de superficialidade. Todos tem uma vida perfeita nas redes sociais e cada dia mais as estatísticas das doenças como depressão aumentam. Vamos refletir e principalmente mudar nossas atitudes.

Vamos ajudar uns aos outros, vamos nos amar, vamos ter mais tolerância com as atitudes do outro, vamos tentar enxergar o motivo das pessoas agirem de determinada forma sem julgá-las.

Me desculpem pelo texto gigante, mas queria fazer essa reflexão aqui. Me contem nos comentários se já passou por algo assim, vamos nos ajudar.

Grande beijooo 🙂

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